Sexta-feira, 4 de Junho de 2010
-Testes de Bicicletas

As "Meninas" que já testei...

 

BH ULTIMATE RC 8.9 2011

proximo...

ULTIMATE RC 8.9

Com 101 anos de experiencia em fabrico de bicicletas, os Beistegui Hermanos mostram com a nova linha de semi-rigidas, conseguindo consolidar-se num mercado repleto de ofertas subindo a fasquia de qualidade e perfeição tanto a nivel recreativo como competitivo.

 

A gama Ultimate necessitava de uma irmã modesta que pudesse aliar o melhor de 2 mundos. Retirando o selim integrado e com componentes de gama média podemos encontrar aqui um grande compromiso de preço/qualidade.

 

Construção

A BH criou uma verdadeira fonte de ciencia com a gama Ultimate onde a sua constução cuidada e com tecnologia de ponta, faz desta bicicleta uma maquina perfeita para um ciclist moderno. O carbono é a matéria prima, mas com varias diferenças, usando 3 tipos de fibras, HM 750, HM 800 e HM 1040 colocadas em diferentes pontos para tornarem o quadro resistentes em pontos de torção e leve e resistente em zonas de menor força torcional. As escoras traseiras têm um desenho robusto e é notório logo após o bloco do pedaleiro, onde a espessura das escoras é superior á maioria da concorrencia. Tal facto dá uma rigidez absoluta ao nivel do pedaleito sendo todo o movimento pedaleiro aproveitado para mover a roda traseira. Junto aos dropouts do quadro, a curvatura do carbono não é só a nivel estético, efectivamente tem uma função, o conforto. Sentimos que as pequenas vibrações são atenuadas na micro flexão do carbono associado as escoras curvas que atenuam e estabilizam as vibrações de chegarem ao espigão de selim, e de seguida, ao próprio rider.

As escoras inferiores e superioresdescrevem um arco tão evidenciado que atestam uma traseira bem solida passando a sentir com algum desconforto quando temos de passar a roda por zonas mais complicadas, mas nem tudo é mau, pois essa rigidez produz uma pronta resposta quando precisamos de sprintar, não havendo torção nenhuma por parte do quadro. As escoras ficam num plano tão largo que o próprio desviador traseiro se encontra resguardado, estanto apenas um pouco de fora  quando estamos em mudanças mais pesadas. Um ponto positivo quanto a quedas e arbustos que podem comprometer a sua boa utilização. No lado oposto ao desviador, encontamos o Evo Brake Mount que  é o novo sistema de acoplamento da pinça de travão melhorando o rendimento de travagem com um angulo de ataque perfeito, com este reposicionamento a rigidez é melhorada em 30%, reduzindo posiveis barulhos e optimizando a segurança. Encontamos com agrado muitas alterações pensadas em ganhar mais rigidez, assim como o direct mount do desviador dianteiro, que é acoplado numa peça de aluminio que por sua vez está agarrado ao quadro. Com este pormenor ganhamos rigidez e eficiencia na troca de velocidades e poupamos o quadro no estrangulamento das fibras num ponto que podia levar a fadiga precose do material além da importante redução do peso. Pormenores é o que não falta, e com apenas 7gr, temos 3 aranhas em aluminio esculpidas em CNC que ajustam os cabos ao tubo inferior do quadro, existiria soluções mais leves, mas é certo que a bicicleta mostra tantos pormenores que esquecemos o peso desmedido do quadro, quase chegando ás 1300gr. Com menos pormenores e mais uns truques na manga, talvez se conseguisse baixar o peso, tornando este conjunto mais apelativo a nivel de peso.

 

Periféricos

Este ponto é sempre algo que poderá mudar substancialmente o comportamento da bicicleta, e podemos constatar que com outra escolha poderia ter mais pontos. Os pneus foram escolhidos com 2 medidas, 2.2 para a frente e 2.0 pata trás. Sabemos que um pneu atrás rola melhor se tiver um taco junto e se for mais estreito evidenciando-se a sua rapidez a rolar, quanto á frente o 2.2 ajuda no amortecimento, mas a falta de tacos laterais e a sua carcaça fina deixa-nos receosos de curvar, tendo inclusive atestado algumas surpresas por falta de tracção. Se por um lado ganhamos algum conforto com o 2.2 do continental, ficamos espantados com a nova Fox Fit com o tratamento exclusivo das bainhas que perfaz o resto do amortecimento da roda dianteira com muita suavidade sendo ainda mais sensivel na leitura constante do terreno, apenas desejava um lock out no guiador para uma vertente de XC. Os punhos  da marca Titan, deixam um pouco a desejar, tornando-se algo desconfortaveis depois de um uso prolongado. O selim da marca Prologo parece que foi desenhado de acordo com o design desta bicicleta, mas a realidade é que poderia ser mais confortavel e nem a sua dupla espessura nem os carris em titânio conseguem dar um bom suporte, tendo que me reposicionar várias vezes até sentir numa posição parecida com o confortável. Os componentes Titan estão a altura do que se comprometem, tendo a leveza como trunfo. As rodas são o ponto que mais torção estão sujeitas e em algumas vezes é notório a falta de rigidez que o quadro se rege, mas são boas quando tocam a rolar e não deixam comprometido o resto do conjunto para uma utilização saudável de uma gama média de perifericos.

 

Vamos pedalar...

Este é o ponto que nos interessa e a voçes também, porque o sentimento é positivo, tendo em conta que se trata uma bicicleta com um optimo quadro de carbono com componentes médios, para utilizadores que +retendem uma grande relação de preço e qualidade. O conforto é sem duvida a palavra que nos vagueia muitas vezes nos trilhos ao pedalar nesta RC 8.9. As suas escoras dinamicas conseguem repelir as pequenas vibrações e até quando temos a foz bloqueada (que não bloqueia 100%), parece que sentimos mais conforto provindo da roda de trás do que da frente, mas isto só se confirma até um buraco ou pedra maior, pois aí toda a rigidez estrutural é notória e levamos uma valente “sacudidela” para fora do selim. A sua agilidade também é algo que nos dá uma sensação de segurança porque conseguimos domar esta fera no trilho sem trajectorias indesejaveias. A escolha do pneu da frente pode comprometer a segurança a curvar e em zonas de pedra ou terra solta, o que nos vale é a magnifica suspensão que nos absorve e suaviza qualquer reposicionamento da roda dianteira, atestando a sua qualidade na leitura do terreno em questão. Além de divertida e eficaz, o seu peso não ajuda nos arranques rápidos que poderás ter que fazer, contudo a sua rigidez será sempre um trunfo que poderás aproveitar se tiveres muito watts de força. O seu design  é sobrio, mas com pequenos toques de charme em pequenas peças anonizadas de vermelho, conferindo um look racing a esta bicicleta numa linha de entrada nas pequenas competições, e se a eficácia poderá ser uma arma para o seu sucesso, o design apelativo representa a outra fatia que os riders procuram nas suas novas montadas. Bonita e discreta é algo que muitos procuram.

 

Bom

Conforto

Condução

 

Mau

Peso do quadro

 

GT Zaskar Carbon TEAM

 

http://www.downcycles.com/store/images/2010GTZaskarCarbonTeamXX.jpg

 

Raça de campeão

 

A companhia americana de Gary Turner criou para 2010 uma surpreendente máquina desportiva. Fundamentalmente virada para XC de competição, sentimos na primeira pedalada a raça vencedora, que esta lebre dos trilhos nos transmite de imediato.

 

Esta marca que já foi líder de mercado vai mostrando pouco a pouco a vontade de surpreender e de retomar a liderança. Num mercado repleto de ofertas, surpreende-nos com uma máquina de competição ao mais alto nível que decerto nos irá levar ao pódio.

Marca conhecida pela sua geometria patenteada, de triplo triangulo, brinda-nos com um quadro em carbono onde as originalidades das suas construções e as suavidades das cores usadas fiquem com vontade de testá-la nos trilhos mais exigentes. Com alguma experiência na produção de quadros de carbono, podemos afirmar que não temos qualquer dúvida da fiabilidade da sua construção, deixando tanto os mais experientes satisfeitos como aqueles que apenas querem uma bicicleta “racing”.

Com grande novidade temos a implementação do novo grupo Sram XX, é sem duvida alguma, a cereja no topo do bolo nesta merenda de BTT. Se muitos acham que é algo estranho e só para os grandes atletas, enganam-se redondamente, pois ficamos com uma suavidade de transmiçao de bicicleta de estrada, mas em BTT.

 

Quadro e Geometria

Para muitos o triangulo patenteado da GT não chama a atenção ou ate deixou de ser novidade à muito tempo, mas numa época onde se respira cada vez mais a competição, e´ sem duvida uma mais valia todas as vantagens oferecidas. Com um quadro em monocoque, optimizado a cada cm de carbono, com tubos com formas agressivas, uma testa do tubo de direcção sobredimensionada, ficamos uma grande rigidez lateral. Cada watt de potência de pedalada é aproveitada ao pormenor, assim não sentes qualquer perda optimizando a transferência de potência para as rodas conseguindo ter arranques muito velozes. A sua geometria varia do tubo de selim para a caixa de direcção, se no selim tem 73º, tornando a pedalada mais eficiente e rigorosa consegues transmitir mais força, alem de que ficas com a tua ergonomia mais sobre a frente da bicicleta ajudando naquelas picadas que existem nas provas de XC, já na caixa de direcção contas com 71º onde mais uma vez facilita-te nas subidas, mas também ficas com uma direcção muito rápida para os trilhos técnicos, mas mais instável no que toca a transpor obstáculos, recorrendo a um posicionamento mais a retaguarda (estilo de DH) para não saltares por cima da roda dianteira. Na prática sentes que vais numa posição muito racing mas sem prejudicar as costas, sendo a conjunção de outros componentes a responsabilidade deste facto. Em zonas técnicas sentes realmente a frente muito leve e rápida que te faz disparara os níveis de adrenalina, claro que o fundamental é o atleta que a conduz, mas tornas-te num “pro” do XC com a tecnologia empregue nesta máquina de competição.

 

Componentes e acessórios

Caso tenhas reparado, na edição de Dezembro, foi testada a transmiçao Sram XX, e pouco mais há a acrescentar. Alem da subtileza dos pormenores como foi pensada para uma utilização mais desportiva, é sem dúvida muito eficaz, não só na teoria como na prática. Tive a oportunidade de testá-la em condições muito adversas, com lama e charcos de água e areia, pois é o ponto fraco de todas as transmiçoes, mas não fiquei surpreso quando não tive qualquer problema. Se considerarmos os benefícios de não precisarmos ter a corrente cruzada como acontece numa pedaleira tripla onde por vezes a falta de lubrificação leva a fazer os chupões que danificam as escoras, a cassete que por não ter aranha interior expele facilmente toda a sujidade que ousa acumular-se entre os pratos, e o desviador com a sua precisão quase cirúrgica não hesita em por a relação pretendida. Sem duvida que é uma revolução ao nível de transmiçao. A travagem fica a cabo dos Avid XX com rotores de 160mm a´ frente e 140mm atrás, tens potencia que chega e sobra, apenas tens de ter cuidado com o “dedo no gatilho” para não voares por cima da bicicleta. Outra grande inovação incorporada neste conjunto é a suspensão, Rock Shox Sid WC XX com o novo elemento de bloqueio remoto X Loc (ver tech info), que fica incorporado no mesmo bloco no guiador (travão, manipulo e bloqueio) permitindo um visual mais limpo do guiador e uma boa redução de peso.

Na direcção contamos com componentes Ritchey WCS que nos dão garantia da sua fiabilidade e que ajudam este conjunto a ter uma posição desportiva, o avanço com um ângulo invertido de 6º ficas com uma frente relativamente baixa, mas se procurares um pouco mais de conforto, podes inverter e tens um ganho significativo se sofreres nas costas com a posição inicial. O guiador recto da Ritchey WCS dispença apresentações, ajuda na resposta directa e sensível que precisas numa prova de XC. Surpreendente e´ o conforto do selim, um Fizik Gobi XM que poupa o teu traseiro e te da´ a sensação de uma pequena poltrona que tens na sala em tua casa, mas não e´ muito ergonómico. Nos pneus temos os Kenda Karma 2.0, torna-se muito rápido e com bom poder de tracção, em terrenos soltos é melhor não abusares, podes ter algumas surpresas. Mais tarde podes optar por uns pneus versão tubeless para teres algum ganho ao nível do conforto, onde poderás montar nas rodas Mavic Crossmax SLR quem em nada compromete a sua função.

 

A minha opinião

Grande conforto numa maquina de pura competição e uma transmiçao exemplar

 

Melhoramentos possíveis

Selim mais ergonómico

 

Bom

Rigidez Lateral

Conforto

Transmiçao topo de gama

 

Mau

Desgaste rápido dos pneus Kenda

Ergonomia do selim

 

 

Scott Contessa 20

 

http://www.superbike101.com.br/Scott2010/MTB%20Scott%20Contessa%2020.jpg

 

Transforma-te na “Condessa” dos trilhos…


A grande marca norte americana aposta numa vasta gama de oferta na iniciação ao desporto rei dos trilhos. Se és curiosa por desvendar o que vai alem do quintal do vizinho e queres-te aventurar sem quaisquer tipo de preocupações, anda daí e vem testar os teus limites. Preocupa-te em pedalar, tudo o resto foi talhado pelos engenheiros da Scott para ser funcional e de acordo com as necessidades das senhoras.


Design e Geometria

Como não podia deixar de ser, o design hoje em dia é meio caminho para vender uma bicicleta, ainda para mais sendo esta uma bicicleta de senhora, tinha que estar na linha da frente em estilo e charme. O branco veio para ficar e com ele, uma pintura com carisma onde disfarçadamente surge a marca desta bicicleta. Sem dúvida que irás chamar a atenção das tuas amigas.

Contamos com um quadro com geometria adaptada e pontos de contacto desenvolvidos para a ergonomia feminina, logo o resultado será uma melhor adaptação a andar de bicicleta. Fabricado em liga 7005 de dupla camada, faz com que esta estrutura sofra uma ligeira dieta.

Estamos perante uma óptima bicicleta de iniciação, com a capacidade de converteres mais tarde numa bike mais "racing" se assim o entenderes.

 

Comportamento

Mas não há nada como sentir a bicicleta, e aqui vamos nos… A sua posição é bastante confortável e relaxante e com ajuda de alguns componentes fazem-te sentir como se estivesses a passear sentada no sofá lá de casa. Nos trilhos contas com uma direcção precisa e com facilidade em transpor os obstáculos (graças aos seus 70º de inclinação) que nesta fase, é o que mais precisas pois a técnica ainda é escassa.

O seu slopping (tubo superior) é acentuado, dando confiança desde o primeiro minuto pois tem aquela sensação de ires bem “colada” ao chão. O conjunto de rodas que equipa esta Contessa, é o mesmo de algumas bicicletas de homem que já passaram pelas nossas mãos, são pouco rígidas e poderão dar-te alguma vibração, mas não tem dado problemas significativos.

 

Componentes Contessa

Preocupados com o conforto e bem-estar das riders, a Scott presenteia esta bicicleta com os pontos de contacto estudados especialmente para senhoras.

O selim alem de enquadrado no estilo, é confortável e não te deixa com dores no traseiro, mas o seu tamanho generoso não o torna tão ergonómico como devera ser.

Ao volante contamos com um guiador sobrelevado com um grau de recuo de 8º, com isto faz-te recuar da dianteira ajudando na transposição de obstáculos e no conforto lombar, e com os pulsos mais relaxados as mãos só agradecem este generoso guiador. As mãos contam com uns punhos ergonómicos elaborados numa borracha macia que te da mais confiança sem teres de fazer demasiada força.

Todos os outros componentes são fiáveis, passando pela fiabilidade da transmissão e travagem, apenas ficas mais apreensiva com o amortecimento da suspensão, mesmo com a pressão da mola no mínimo (para senhora de 55kg) não desempenha um amortecimento seco e recuperação brusca.

 

A minha opinião

Óptima bicicleta para te iniciares no BTT com alguns componentes pensados para senhoras, com possibilidade de fazeres upgrades generosos.

 

Melhoramentos possíveis

Rodas mais robustas. Suspensão mais suave para as senhoras.

 

Bom

Geometria

Componentes Contessa

 

Mau

Suspensão pouco activa

Rigidez das rodas

 

 

Scott Spark 60

 

http://www.pedalon.co.uk/acatalog/scott_spark_60xl.jpg

 

Porta de entrada na competição…

 

Para quem ousa desafiar os trilhos de uma forma mais competitiva mas olhando sempre para a carteira, aqui encontra uma boa escolha de construção, mas que requer alguns “up-grades” para a tornar mais competitiva.

 

Ao longo dos tempos a Scott é sinónimo de competição ao mais alto nível, e sempre que pensamos nesta marca, vem acoplado vitórias e medalhas em muitas provas. Num

Sector de XC e maratonas, podemos dar o primeiro passo de entrada com esta Scott Spark 60, que não tem o espírito de competição desejado ao mais alto nível, mas para quem apenas quer saborear um pouco sem grandes loucuras, irá sem dúvida ficar relativamente satisfeito com as prestações desta máquina quando a levar para os trilhos.

Existe uma aposta da Scott em tornar as suas bicicletas mais atractivas para o mercado em 2010, passou pelo design simples mas com um toque “racing” indo de encontro ás cores da moda. Outro ponto de destaque foi o up-grade em relação ao ano passado, tendo agora melhores componentes a nível de transmição, e a inserção da nova tecnologia TWINLOC, que iremos falar mais à frente, isto tudo a um preço ainda mais atractivo.

 

Quadro em alumínio + DT Swiss M210

Nesta bicicleta contamos com um quadro em alumínio 6061 double butted, hidroformado monocoque feito à mão, maquinado internamente e exteriormente para garantir o equilíbrio entre peso, conforto e rigidez. Com um peso anunciado de 2465gr com amortecedor, eleva esta bicicleta para a fasquia dos 13kg, não é um valor de competição, mas não compromete quando queres tirar partido do divertimento proporcionado pela bicicleta. Uma inovação foi a alteração para o DT Swiss M210, com o bloqueio do guiador que permite 2 opções, 100% aberto e fechado, com o ajuste do rebound onde é fácil mesmo em movimento definires este parâmetro de resposta do amortecedor.

 

Componentes funcionais

Era de esperar que uma bicicleta no valor de 1500€ não tivesse grande nível de componentes, mas houve um esforço em melhorar alguns, principalmente na transmissão houve uma pequena melhoria mas tudo funciona como alguns componentes shimano mais caros, podem é não serem tão duráveis quando submetidos a grandes desgastes, os pneus também sofreram um up-grade, tendo agora uns confortáveis Schwalbe Rocket Ron para nos dar tracção quando precisamos. Todos os outros periféricos mantêm a marca da casa, confiando na engenharia da Scott. Um dos pontos mais sensíveis são as jantes, que se desenquadraram um pouco no padrão de funcionalidade desta bicicleta, quando sujeitas a alguma torção e força exercida pela travagem, tendem em torcer ligeiramente, e caso não leves os apertos muito bem apertados, facilmente ficam desenquadradas na suspensão, fazendo um desgaste precoce nas pastilhas de travão. Os pedais de plataforma Wellgo vêm incorporados, podendo o seu utilizador sair da loja a pedalar sem gastar uns euros extra, mas depressa têm de ser substituídos por uns de encaixe para tirar um melhor partido da bicicleta.

 

Ao volante

Pré-carregado o amortecedor com um SAG de 25/28% e ajustado o espigão de selim, sentimos uma posição muito confortável de condução mas não extingue o movimento de pedalada, o pouco que bombeia, não é o suficiente para se tornar num desgaste precoce para as pernas mas se não existisse ficávamos mais descansados, claro que a subir onde a força é mais incidente, convém optar pelo twinloc para aniquilar o bombear, aproveitando cada watt de força dispendida. A geometria da bicicleta varia automaticamente e coloca o ciclista na posição perfeita para cada trilho. No modo de curso total a bicicleta terá mais Sag, baixando o eixo pedaleiro e ganhando um ângulo de testa mais relaxado perfeito para descer. No modo de bloqueio não existe Sag garantindo uma maior transferência de força para vencer qualquer subida. Á frente temos uma Rock Shox Tora 302, onde se pode predefinir a pré-carga da mola, mas mesmo no mais sensível, não é tão controlado como as suspensões de ar mais caas, mas permite que você controle a bicicleta em qualquer situação com confiança, mas a diferença de amortecimento entre a suspensão e o amortecedor fica um pouco desequilibrada, sendo a frente mais dura e menos progressiva. Para este ano temos um bloqueio inovador (TWINLOC) que tem como função bloquear tanto o amortecedor como a suspensão, podemos pensar de imediato que era tudo o que necessitávamos nesta bike, mas não é só rosas, se por um lado nos tranca qualquer oscilação nas 2 rodas, passamos a ter uma rígida totalmente bloqueada, o que é óptimo para sprintar, apenas a suspensão fica com uns 10% de amortecimento que dá para algum grande impacto que surja de inesperado, contudo, quando está aberto, o DT Swiss está totalmente livre, nunca conseguindo ter uma posição trancada atrás e livre à frente, para rolar km´s a fio não comprometendo os nossos braços, tal como numa rígida. A descer o pequeno movimento de pedalada do link traduz-se numa eficácia de amortecimento progressivo, não tendo que te preocupar com o final de curso, pois raramente deves conseguir chegar até lá. A curvar, e além de ser uma bicicleta com 13kg, é ágil e comporta-se à altura mesmo quando se entra fora da trajectória correcta, conseguindo corrigir a tempo de uma saída de pista. não é uma bicicleta para bater recordes, mas sem dúvida que te trará muito divertimento quando encarares os trilhos, seja por lazer ou com um pouco mais de competição.

 

A Minha opnião

Para quem quer iniciar-se em xc e maratonas é um boa aposta económica para fazer alguns up-grades mais tarde.

 

Melhoramentos Possíveis

Melhorar para um sistema anti-bombeio e adaptar o TWINLOC para uma utilização mais racing libertando a suspensão da frente. Apostar numas rodas mais robustas.

 

 

Scott Scale RC

 

http://www.zupansport.com/slike/artikli/kolesa_scott_10_o/scale_rc.jpg

 

Queres ganhar uma medalha de ouro? Atreve-te!!!

 

Scott Scale Ganha ouro e bonze no campeonato de XC na austrália!

Esta e´ a introdução que podes ver se pesquisares por esta bicicleta, era perceptível se fosses um “Nino Schurter” ou um “Florian Vogel”, mas como não o és, vamos tentar perceber o porque de tanto sucesso desta maquina com provas dadas…

 

Design e tecnologias

Apostando na mesma saga de cores e padrão, a Scott prima pela subtileza e harmonia entre cores. Quem passa o olhar sobre esta bicicleta, e´ impossível ficar indiferente, pois o branco impera neste conjunto, onde se destaca os pneus Schwalbe Rocket Ron, Gostos não se discutem, mas pessoalmente acho que da´ um carisma diferente tornando-a numa bicicleta muito charmosa.

Este quadro e´ alvo de varias tecnologias, algumas delas exclusivas da Scott.

O lendário processo CR1 e´ empregue no triângulo traseiro e no espigão de selim integrado onde consegue maximizar a rigidez, poupando assim peso, mas nunca comprometendo a sua durabilidade.

Outra mais valia e´´ o sistema de amortecimento SDS, que como o nome indica, inibe as pequenas vibrações cheguem ao contacto com o rider. Embora o espigão de selim seja de 38.2 de espessura, o que faz ser mais rigido, mas mesmo assim nota-se uma ligeira dissipaçao das pequenas vibrações.

Como já e habito ver em bicicletas de topo, opta-se aqui pelo “SCR” opçao esta  que permite ter as bichas completas, minimizando o al funcionamento dos cabos devido aos vários elementos da natureza, assim como a lama e agua, que prejudicam o seu normal funcionamento.

 

Componentes

Se por um lado podemos falar na fiabilidade dos quadros da Scott, por outro lado a ritchey acenta como uma luva nesta sinfonia de elementos de BTT, seja pelo seu design como pela sua inquestionável durabilidade.

Contamos com umas rodas Ritchey WCS que rolam suavemente nos trilhos graças aos Dt Swiss 240 , colaborando com a rigidez de toda a estrutura para impor arranques rápidos e precisos.

No amortecimento constatamos uma fuga ao grupo XX, sendo a suspensão a cabo da DT Swiss XC 100, despercebida nos pequenos impactos ou saliências, assim que impões alguma velocidade e determinação, sentes a resposta de uma suspensão suave que te deixa a´ vontade para enfrentares tudo o que te aparecer pela frente. O seu bloqueio e´ o mais praico de todos, minimalista e eficiente, basta um pequeno toque com o dedo ou ate com a falange do dedo para o activares e desactivares.

Ao contrario das montagens de topo que usam aqueles pneus tipo “câmara-de-ar”, somos premiados com uns robustos Rocket Ron 2.1, que agarram-se com unhas  e dentes, por vezes ate´ demais em pisos molhados, são confortáveis e tormam todo o conjunto mais cómodo para o utilizador. A sua tracção e´ incompatível com a sua durabilidade. A travagem como não podia deixar de se,r esta a cabo dos potentes Avid XX que cumprem mais que a sua obrigação, mas na frente é acrescentada potência com um disco de 180mm, portanto cuidado com o tacto, senão já sabes o que pode acontecer.

 

Kit de Unhas

Pois bem, era bom que fosse mais uma opção neste kit, mas não iras precisar.

Rápida, agressiva e muito dinâmica, e´ assim que se pode caracterizar esta bicicleta.

Sentes uma confiança imediata assim que te colocas ao volante, toda a geometria te coloca numa posição avançada, tornando-a numa das melhores bicicletas para subir nunca comprometendo a falta de direcção mesmo em grandes inclinações.

A frente e´ muito ágil e rápida, e mesmo em faltas de controlo, consegues rapidamente “puxar” a frente de novo para o trilho sem grandes truques.

O selim podia ser mais confortável, pois a sua forma oval na parte superior, impõe alguma pressão na zona prostatica criando alguma dormência. A sua forma também não e´ das melhores, não te dando um bom suporte, tendo que reposicionar varias vezes devido a ir “escorregando” para a frente criando algum desconforto. Claro que este selim e´ da gama de estrada, portanto não poderíamos esperar maravilhas.

Na transmiçao era escusado um conjunto de pratos 39/26, se para subir não precisas de utilizar a relação mais leve da cassete, por outra via, a descer rapidamente esgotas as possibilidades e dares mais velocidade, mesmo em pequenos percursos como os de XC.

 

A minha opnião

Excelente na sua condução e posição, uma pura maquina de XC para te levar ao pódio.

 

Melhoramentos possíveis

Selim mais confortável para utilização de BTT

Transmiçao mais abranjente para uma utilização entre XC e Maratonas

 

Bom

Rigidez do quadro

Agilidade de conduçao

 

Mau

Transmiçao desadequada

Selim desconfortável

 

 

Trek 6700 WSD

 

http://www.trekbikes.com/images/bikes/2010/xl/6700wsd_whitesand.jpg

 

Desportista nata…

A Trek surge com força no mercado feminino com a sua tecnologia WSD. Virada exclusivamente para as atletas que querem bons resultados e até quem sabe, surpreender as suas caras metades com uma boa performance.

 

Estrutura

Desde o primeiro momento em que nos cruzamos com esta bicicleta, podemos constatar vários pormenores que nos agradam e fazem querer experimentar. Com uma pintura fora dos habituais brancos reluzentes, temos aqui umas cores modestas em mate que dão um toque de classe. Com tubos hidro-formados, consegue-se aumento de rigidez no triângulo dianteiro, as escoras em wishbone (Fúrcula, osso bifurcado em forma de Y) que ajuda a dissipar toda a vibração que provenha da roda traseira. Se és pequena, não te preocupes, a Trek pensa em ti, construindo quadros em tamanhos bem reduzidos, o mais pequeno, 14.5” é respectivo a um XS (tamanho testado), existe igualmente outros tamanhos, indo ao encontro de cada utilizadora. Antigamente não existia a preocupação que adaptar as bicicletas ao público feminino, algo que já não acontece nos dias de hoje, no que podemos reparar que em tamanhos pequenos o slopping é bastante acentuado, ficando ligado com as escoras. Ora isto traduz-se num maior controlo para a rider e um á vontade superior para controlar a bicicleta, pois o seu centro de gravidade é bastante reduzido. Em suma tudo foi pensado para o pequeno corpo das mulheres, braços e pernas mais curtos, para que no primeiro contacto, sintas todo o conforto e eficiência a pedalar.

 

Periféricos

Existe uma melhoria significativa em vários componentes em relação ao ano passado, o que só demonstra a exigência feminina e a sua preocupação de querer mais e melhor. Começando pela frente, deparamo-nos com a suspensão Rock Shox Recon, situada na gama média-alta, consegues tirar todo o proveito de uma suspensão que se adequa ao teu peso através da pré-carga com ar, e como é bastante robusta, não irás encontrar problemas em enfrentar os primeiros obstáculos, foi adicionado um bloqueio no guiador para tirar o proveito de sprintares ou subirem pé com o máximo rendimento embora se sinta algum bombear. Na direcção tens uma caixa de direcção semi-integrada suficientemente robusta. Seguida de um avanço de 70mm e de um guiador elevado, se por um lado ficas com uma direcção mais activa, a largura do guiador ajuda-te a controlar todas as irregularidades do terreno dando aquele acréscimo de estabilidade se o teu nível de técnica não for grande. A travagem está assegurada pelos fiáveis Avid Elixir 5, com potência suficiente, na qual ainda é acrescentado um disco de 185mm á frente para sentires mais controlo e não precisares de tanta força para faze-lo parar e em consequentes travagens seguidas. A zona de conforto está assegurada pelo selim da Bontrager SSR WSD, um pouco largo, mas confortável e com um pormenor de ter uma depressão na zona pélvica para aliviar alguma pressão que poderia existir. Como não podia deixar de ser o conjunto das rodas continua a ser da Bontrager, não sendo uma rodas muito robustas, mas como o peso que irão carregar será menor que na vertente masculina, não terão problemas de maior. Nos pneus ficamos algo surpreendidos com a eficácia dos Bontrager XDX 2.2, dão um bom rolar e tracção mesmo em situações mais húmidas, e como são generosos podemos tirar um pouco de pressão e tirar proveito de um conforto extra. A transmissão XT é irrepreensível no seu bom funcionamento, mas  até este ponto tem um pormenor, manivelas de 170mm para posicionar a rider um pouco mais para cima e ficar com a posição acertada em relação á frente da bicicleta. Existe também a possibilidade de montares um alforge e um guarda-lamas.

 

Pernas para que te quero!

Encontramos aqui uma óptima bicicleta para começares a pensar numa ou outra maratona mais longa. Assim a tua cara-metade vai ter mais cuidado em dizer o que quer que seja, não vás tu chegar 1º que ele. A condução é divertida e os ângulos da direcção e do tubo do espigão de selim foram pensados para sentires á vontade para desfrutar dos trilhos, sejam eles técnicos ou não.

No guiador poderás sentir a necessidade de cortar um pouco, dependendo do teu tamanho de ombros, se andares em zonas muito arborizadas e se o teu nível de técnica for elevado, ganharás com isso uma frente mais activa. A tecnologia WSD é bem empregue neste conjunto, para teres uma bicicleta com uma posição mais competitiva, pois ate o seu peso não é superior á série 6000 masculina. Encontras aqui um equilíbrio saudável para pedalares com garra numa maratona ou até para fazeres um passeio domingueiro de horas a fio sem dores ou restrições. Poderás que ter de usar um camelback, como a geometria tem um slopping muito acentuado, tens a possibilidade de montares uma grade de bidon no interior do triangulo da frente, pois a outra opção fica fora de alcance, sendo na zona inferior desde mesmo local.

 

A minha opinião

Uma opção plausível para maratonas e até começares a fazer um pouco de competição se for do teu agrado.

 

Melhoramentos possíveis

Rodas mais leves para emagrecer todo o conjunto

 

Bom

Geometria WSD

Componentes WSD

 

Mau

Posição da 2ª grade de bidon

Peso das rodas

 

 

Mondraker Ventura GO

 

http://www.mountainlove.de/catalog/images/VENTURA%20GO.jpg

 

Let´s GO Girls!


Várias marcas hoje em dia, começam pouco a pouco a despertar para um mercado que cada vez tem mais procura, as bicicletas de Senhora. A Mondraker elabora a sua geometria própria e componentes a considerar para a correcta ergonomia feminina.

 

Raios-X

Com base num quadro em alumínio 7005 SL, esta bicicleta tem a característica de querer atenuar o peso de todo o conjunto começando no principal, o quadro. Tem cerca de 1700gr o que para um quadro de senhora nesta gama de bicicletas é leve. Os tubos são hidroformados (Spin Hidroformed Alloy, ver Tech Info) sendo possível retirar o material em excesso nos pontos certos maximizando a sua optimização através deste processo de construção. A Geometria é atenciosa com a ergonomia feminina tendo em consideração a posição confortável e relaxada para um passeio agradável. Toda a estrutura consegue alcançar uma grande rigidez, sobretudo das escoras traseiras, e embora tenha um slopping acentuado e um espigão de selim na espessura de 27.2mm, sentimos que foi desenhada para uma utilização agressiva por parte do público feminino. A caixa de direcção semi-integrada e os apoios para travões de discos são pontos positivos para futuramente fazer um up-grade.

 

Analise

Nestas bicicletas, o primeiro ponto onde se diferençam do público masculino, são os componentes inteiramente desenhados para no´s. Alem do quadro, temos o selim da própria marca que atesta-nos de conforto não sendo demasiado mole contrariando o aspecto de esponjoso. Os punhos ergonómicos em esponja são sem duvida um “mimo” para as mãos. O grupo da direcção complementa o conforto adquirido, não fosse o guiador ligeiramente elevado e recuado e o avanço com 7º que nos ajudam a manter as costas direitas sem sofrerem desgaste ao longo dos km. Na suspensão tenho de confessar que surpreendeu, visto que normalmente o seu funcionamento é feito com molas e elastómeros com uma compressão desajustada para o uso feminino, mas não é o que acontece aqui. A Suspensão é progressiva e “amacia” com eficácia todas as saliências que iras encontrar, o rebound (embora não seja ajustável) é equilibrado e não dá a sensação de uma mola forte e saltitante.

Na travagem temos uns Tektro V-Brakes, e aqui muitos podem torcer o nariz, mas apenas ate experimentarem, são suficientemente potentes para fazer uma paragem em segurança, surpreendendo por vezes com o rápido bloqueio da roda, mas claro que sabemos que a agua e lama comprometem ao seu aproveitamento total, mas tirando isso satisfazem plenamente. A transmissão é potenciada por um pedaleiro Truvativ complementada por uma cassete de 8V, a selecção das mesmas fica a cargo de um desviador Shimano C-050 e um Alivio respectivamente. A cassete sendo de 8V condiciona a cadência progressiva, havendo um fosso grande entre os 3 carretos mais leves, cerca de 4 dentes. Na selecção das mesmas, a sua utilização é funcional e não dá problemas de maior, mas nota-se a diferença da força que terás de fazer com o polegar para outros grupos de gama alta. Os Manípulos rapidfire funcionam apenas num sentido não sendo tão prático com os “2way-release”. Os pneus Kenda Komodo são resistentes e tem uma boa capacidade ao furo, a sua tracção não é comprometida pelos seus bons tacos laterais, que deixam curvar subtilmente e com confiança.

 

Test-Ride

Conforto e elegância são as palavras do dia quando pedalas em cima desta bicicleta, a posição é agradável e o avanço curto e elevado deixa-te confiante para pedalares com segurança. A caixa de direcção tem um ângulo de 69º é quase idêntico a uma bike de All-Mountain dando aquela garantia de passar por cima de pedras e outras zonas técnicas sem medo da roda prender. Por sua vez o ângulo de 73.5 no tubo do espigão de selim, remete-te para um plano mais agressivo a pedalar, conseguindo aproveitar com mais eficácia a potencia da tua pedalada. A rigidez da traseira por vezes torna-se desagradável, pois sentes muita vibração que não consegue ser dissipada por causa das escoras curtas, mas em contrapartida tens a agilidade do teu lado e alguma tracção extra visto que o teu peso esta mais centrado sobre o eixo traseiro. É uma bicicleta divertida para fazer btt ou citadino, mas torna-se limitada pelos seus componentes requerendo no futuro, alguns up-grades necessários, com a sua utilização em BTT.

 

A minha opinião

Numa época de crise e com atenção à carteira é uma boa opção tendo em conta o conforto e o divertimento.

 

Melhoramentos possíveis

Um up-grades nas mudanças podem melhorar o teu desempenho, passando para 9V.

 

Bom

Conforto

Agiidade

Pneus

 

Mau

8 Velocidades

 

 

KTM Ultra Fire

 

http://bikeleon.com/tienda/images/KTM-ULTRA-FIRE-BLACK.jpg


Deixa o fogo invadir-te!

 

A KTM tem-nos brindado com boas bicicletas ao longo dos anos, sendo já uma marca de grande prestígio europeu. A qualidade dos produtos que apresentam não pode ser questionada, nao fossem os austriacos grandes perfeccionistas.

Esta KTM Ultra Fire adequa-se ao utilizador menos experiente que quer começar a “desbravar mato” com alguma decencia.

 

Construção

Toda a sua estrutura baseia-se em aluminio 6061, bem reforçado nos pontos de união com os tubos envolventes. Denota-se que mesmo em quadros de gama baixa que as soldaduras sao regulares e lineares privilegiando a qualidade dos produtos realizados. Contamos assim com uma estrutura bem desenhada e com uma geometria sólida para que nunca comprometa as tuas voltas de bicicleta. As escoras superiores sao unidas ao tubo do espigão de selim, ligeiramente acima do tubo do slopping (tubo horizontal). A sensação retida é que fica com uma traseira bastante rigida por vezes transmitindo algumas “pancadas” secas que passam atraves das escoras pelas rodas.

 

Composiçao

Para um bom desempenho geral, os componentes têm um papel muito importante e crucial em muitas bicicletas.

Esta bicicleta é da linha SPORT, que priveligia o conforto e condução tem alguns componentes são adaptados para que o rider tenha uma posição muito confortável e ao mesmo tempo dinâmica. Ora vejamos, o selim, embora não tenha nenhuma abertura central e com pouco almofadado, é bastante anatómico, e mesmo após largas horas a pedalar, nunca incomoda nem nos dá as horríveis dormências que alguns proporcionam. A postura relaxada em cima da bicicleta é auxiliada com um avanço com um ângulo de elevação de 17º complementado pelo guiador sobrelevado e largo. Ficamos relaxados em cima da bicicleta e com vontade de fazer horas a fio sem pensar em dores. O avanço sendo curto e com ajuda do ângulo de recuo do guiador dará toda a agilidade de que precisas para te divertires nos teus primeiros trilhos. A suspensão é o ponto onde este conjunto sente mais contrariedade, a Suntour tem a patilha da tensão da mola na perna esquerda e o bloqueio na direita, com os meus 65kg e a tensão no mínimo, a sensação é que vamos em cima de uma mola nervosa, porque tanto absorve e nos surpreende como na fracção de segundo a seguir, ressalta e nos dá um coice valente nos braços. Em pé, fazendo algum peso extra em cima da mesma, sentimos mais progressividade e suprimimos o “coiçe”, mas se for guiada por um rider com “peso extra” em relação ao meu, que poderá ter um trabalhar mais confortável, mas mantendo a tensão no mínimo. O bloqueio penso que mais valia não existir, porque para bloqueares a suspensão, terás de parar e aliviar a força exercida na suspensão ou fazer um ligeiro “bunny” e fechar ao mesmo tempo (não aconselhável, pode correr mal). No que toca a rolar, temos uns pneus Continental Race King montados numas jantes Rigida Taurus, embora o seu nome pronuncie rigidez, não o são de facto, deixando que alguma torção se note, por sua vez, os pneus continental são muito bons para rolar e até em asfalto surpreendem com a quase inexistência de barulho, mas a curvar mostram a sua fraqueza pois não têm tacos laterais suficientemente grandes para darem estabilidade, portanto curva com cuidado para não teres surpresas, e leva sempre câmaras-de-ar, é relativamente fácil de furar com estes pneus.

 

Conclusão

 

Se andas á procura da tua primeira companheira para te divertires e aproveitares o calor, tens esta boa opção tendo em conta o preço ligeiro que precisas de investir. Tem um quadro resistente e componentes que funcionam subtilmente para o teu primeiro contacto com a natureza. Mesmo que mores no meio da cidade, não sentes dificuldade até entrares nos trilhos pelos pneus rolantes que tem. Se quiseres aventurar por descidas, fica sabendo que tens uns travões que não te irão dar problemas e asseguram uma travagem efectiva com o acrescento da mesma com um disco de 180mm na roda da frente. O Design “limpo” com cores “racing” confere-lhe a chama que esta prestes a despertar em ti, por isso basta pegares na bicicleta e vai pedalar horas a fio.

 

A minha opnião

Um óptima bicicleta para entrares no mundo do BTT sem esvaziares a tua carteira

Mais tarde podes fazer uns up-grades

 

Melhoramentos possíveis

Uma suspensão mais sensível e uns pneus para te darem mais confiança a curvar sem surpresas

 

Bom

Condução divertida

Conforto

 

Mau

Pneus

Suspensão



Carlos Vitorino às 15:46
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